Para médicos e psicólogos a síndrome não é novidade, mas o aumento no número de casos vem chamando a atenção.
Causada pelo estresse ocupacional a Síndrome de Burnout foi identificada na década de 70 e é caracterizada principalmente pela exaustão emocional, irritabilidade e agressividade.
Por estas características a síndrome recebeu a denominação Burnout – do inglês burn (queima) e out (fora), reforçando a imagem da pessoa consumida pelo estresse e pronta para emitir respostas explosivas.
Sintomas
A principal característica da síndrome é a insensibilidade na relação com os outros. A pessoa passa a tratar os colegas de trabalho de forma grosseira, agressiva e muitas vezes com certa dose de cinismo.
A psicóloga Adriana de Araújo explica que o problema é sempre relativo ao mundo do trabalho e afeta principalmente os profissionais obrigados a manter contato próximo com outros indivíduos e dos quais se espera uma atitude, no mínimo, solidária com a causa alheia. É o caso de médicos, enfermeiros, psicólogos, professores, policiais.
Os sintomas costumam ser divididos em três grupos:
Os sintomas emocionais que envolvem avaliação negativa de si mesmo, esgotamento, impotência e baixa auto-estima.
Os sintomas físicos como fadiga crônica, dores de cabeça, insônia, hipertensão, taquicardia, dores musculares, lapsos de memória.
As alterações comportamentais como maior consumo de álcool e remédios, faltas constantes, baixo rendimento, cinismo, impaciência, onipotência, dificuldade de concentração, baixa tolerância a frustração, agressividade e comportamento paranóico.
Fatores de risco
Qualquer pessoa pode desenvolver a síndrome de Burnout mas acredita-se que o transtorno é mais comum em pessoas que apresentam características de personalidade como: autocrítica excessiva, idealismo elevado, excesso de dedicação, alta motivação, perfeccionismo e rigidez.
A psicóloga Adriana de Araújo ressalta que em geral são indivíduos que gostam e se envolvem com o que fazem, não medindo esforços para atingir seus próprios objetivos e os da instituição em que atuam.
Este tipo de comportamento é reforçado e até desejado pela maioria das empresas e quando aliado à pressão e à competitividade comuns nos dias de hoje, o ambiente corporativo pode acabar criando condições para o adoecimento das pessoas pré-dispostas, ressalta a psicóloga.
Outros fatores circunstanciais como problemas de relacionamento com chefes ou colegas, conflito familiares envolvendo o trabalho, sentimento de desqualificação e falta de cooperação da equipe também podem estar por trás do desenvolvimento da síndrome.
Algumas pesquisas sugerem que a síndrome mostra-se mais freqüente nos primeiros anos de vida profissional e costuma atingir mais as mulheres, possivelmente em virtude da dupla carga de trabalho.
01 DE NOVENBRO.. MIM MONOGRAFIA DE POS-GRADUACAO SERA C ESSE TEMA Q PARECE MAS Q ATINGE PESSOAS DE TODAS AS CAMADAS SOCIAL . PARABENS P REPORTAGEM
Achei interessante e bem colocada a reportagem, e a propósito minha monografia é sobre esse tema, inclusive a população do estudo são auxiliares de enfermagem. Acredito que essa sindrome esteja atingido inumeras pessoas que por desconhecimento não recebem o tratamento adequado ou são tratadas como depressivas. Parabéns pela iniciativa. patricia
Realmente fiquei feliz em ver essa reportagem, por muito tempo tento saber qual problema psicologico me atinge e nunca descobri...comentarei com meu médico..acredito que será uma descoberta e um alívio para mim
sofro com tudo isso mas só tenho 16 anos e não trabalho, mas ajudo minha mãe com os afazeres domésticos. Nesse caso o que faço?
tenho todos esses sintomas.já quase agredi uma colega de trabalho. sou super istressada. trabalho 12 horas todos os dias.vou procurar um médico. meus parabéns e obrigada. esxelente reportagem bjsss.
muito legal essa reportagem,parabens.
SOU PROFESSORA E TRABALHO EM HORARIO INTEGRAL, COM UMA TURMA HETEROGÊNEA,COM MUITAS DIFICULDADES E FALTA DE INTERESSE E POUCA PARTICIPAÇÃO DA FAMILIA. RESUMINDO ESTRESSE E MUITO ESTRESSE. FOI OTIMO LER ESTA MATERIA, POIS IREI PROCURAR AJUDA MEDICA, ESTOU COM ALGUNS SINTOMAS.E DESAGRADAVEL
Penso que é um problema já muito disseminado porém, em nome da "produção", não é dada a devida importância, em detrimento claro, da pessoa humana.
poxa.... é legal ver uma reportagem sobre um aspecto que recebe tão pouca atenção que é a saúde psicológica dos profissionais da saúde