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As tábuas de madeira maciça dão um charme vintage

De olho no chão

por Redação Meia Fina

Para acertar na escolha do piso é preciso conhecer as opções. O Meia Fina preparou um guia repleto de informações, com as características de cada material, e dicas de manutenção. De quebra, você ainda visualiza os tipos e padronagens mais bacanas.

Cerâmicas
É dos mais democráticos revestimentos para o chão. Feito em argila, tem os mais variados formatos, padrões de acabamento e de queima. O tamanho das peças pode variar entre 2 com x 2 com até 60 cm x 120 cm. Sua fabricação é  simples. A argila é moldada em placas que são revestidas por esmalte. Depois, elas são queimadas em fornos especiais cuja temperatura ultrapassa os 1.000oC.

Utilização:
Pode ser usada em toda a casa, principalmente nos banheiros, cozinha e área de serviço.

Instalação:
As placas são assentadas sobre um contrapiso. O contrapiso é o acabamento do chão, feito com cimento, e que leva até duas semanas para curar completamente. É sobre ele que a cerâmica é “colada”, com argamassa. Como o material apresenta dilatação térmica, é necessário deixar espaços de cerca de x mm entre as peças. Sem esse cuidado, nos dias quentes, as placas podem dilatar e rachar.  Após 72 horas de descanso, é feito o rejuntamento com material impermeável. O rejunte pode até ser colorido. Há no mercado diversas opções de cores.

Para evitar transtornos, desperdício de material e outros constrangimentos, uma dica valiosa é elaborar a paginação do piso antes de iniciar a instalação, mesmo que as placas sejam da mesma cor ou lisas. Outro truque que as empresas fabricantes ensinam é iniciar a instalação a partir da parede oposta à porta de entrada, sempre da esquerda para a direita. O resultado final, garantem, fica melhor.

Manutenção:
A limpeza deve ser feita com água, sabão neutro e só. Como o acabamento esmaltado é naturalmente brilhante, não é necessário aplicar verniz nem cera. Em compensação, a superfície pode ser arranhada pelos grãos de areia e poeira vindos da rua. Isso diminui o brilho e pode comprometer a impermeabilidade das placas.

Porcenalanato
É o primo rico das cerâmicas, queridinho dos arquitetos e decoradores. E diferente dela, sua fabricação incluiu a compactação da massa de argila em placas a temperaturas altíssimas. Esse processo de prensagem faz com que a peça fique quase sem poros. Na prática, isso resulta em uma placa com maior resistência mecânica e menor absorção de água.

As placas podem receber acabamento esmaltado ou fosco. No caso das esmaltadas, elas recebem polimento especial, que as deixam com um brilho intenso, muitas vezes espelhado. Mas a um alto custo: esse acabamento é mais suscetível a manchas e riscos.

Utilização:
Pode ser usado em toda a casa, mas fica especialmente bem na sala de estar e em cozinhas integradas.

Instalação:
Semelhante a da cerâmica, tem como primeiro passo a preparação do contrapiso. Sobre ele são assentadas as placas, sempre respeitando o espaçamento entre elas. Após 72 horas é aplicado o rejunte impermeável. Nas placas de acabamento esmaltado, antes do polimento, é necessário limpar bem o piso e se livrar de todo e qualquer grão de poeira ou manchas de rejunte. Sem esse cuidado, as placas poderão ficar manchadas.

Para ele, também valem as dicas de elaborar a paginação das peças antes de iniciar a instalação, que deve começar a partir da parede oposta à porta de entrada, sempre da esquerda para a direita.
Caso o porcelanato seja colocado na cozinha ou em áreas ‘molhadas’, como banheiros e varandas, é aconselhável investir na aplicação de impermeabilizantes, que garantirão a longevidade das placas.

Manutenção:
A limpeza do dia a dia pode ser feita com água e sabão. Mas é bom sempre estar atenta e com os paninhos úmidos por perto. Como a placa é muito suscetível a manchas, é aconselhável limpar toda e qualquer sujeirinha tão logo elas apareçam. O mesmo vale para respingos e quedas de líquidos. Os riscos também são um perigo iminente e podem ser provocados pelas sujeirinhas que vêm da rua. É bom investir em bons capachos.

Pastilhas
Podem ser feitas em vidro, porcelana ou cerâmica, a partir de processos industriais ou artesanais. Os quadradinhos são resistentes, tem alta durabilidade e suas cores não desbotam. No Brasil, eles estão disponíveis em tamanhos que vão de 2 cm x 2 cm a 12 cm x 12 cm.

Apresentam os mais variados acabamentos e cores, como metálicos, dourados, com efeito de ouro ou de prisma, transparentes, translúcidos, espelhados, brilhantes e foscos.

Utilização:
Podem cobrir áreas externas, varandas, piscinas, cozinhas, banheiros, salas, sacadas e áreas de serviço, tanto no piso como nas paredes. Também ficam ótimos em barrados, intercalados com azulejos ou no piso de cimento queimado.

Instalação:
É um pouco mais complicada que a instalação dos pisos cerâmicos. Por isso, recomenda-se que ela seja realizada por profissionais especializados. Além de assentarem as peças corretamente, eles sabem verificar se algum quadradinho ficou solto ou se há alguma ponta cortante (o que não é raro).

A superfície que vai receber esse tipo de revestimento não pode conter fissuras, trincas ou umidade. Sobre ela serão aplicadas as pastilhas, que vêm em placas de 30 cm x 30 cm, coladas sobre um papel. Na parte de trás dessas placas é aplicada uma argamassa colante, assim como no contrapiso. O papel é retirado após duas horas, tempo necessário para secagem da argamassa, com uma solução de água e soda cáustica. Em seguida é feito o rejunte, com massa específica para pastilhas. As sobras são limpas com outra solução química, desta vez a base de água e ácido muriático.

Manutenção
A superfície pode ser lavada com água e sabão. O uso de escovas e buchas é desaconselhável, porque podem provocar riscos. Para tirar o encardido do rejunte ou sujeiras mais resistentes, os fabricantes indicam o uso de uma solução de água e ácido muriático em partes iguais. Na hora de aplicar, não esqueça de vestir luvas e máscara: o produto é tóxico.

Ladrilho Hidráulico
De produção artesanal, tem no cimento sua matéria-prima principal. Cada placa é confeccionada manualmente, seguindo uma técnica criada em 1824, ano da descoberta do cimento, e que permanece praticamente inalterada.
A fabricação começa pela definição do desenho e a conseqüente modelagem de uma matriz, que pode ser de cobre ou ferro. É essa matriz que vai delimitar as cores e, como conseqüência, o desenho. Assim que fica pronta, a matriz é colocada dentro de uma caixa metálica. A massa é preparada à parte, a partir da mistura de cimento, areia, pó de pedra, água e tintura de óxidos. Nas peças coloridas, cada cor é preparada separadamente. Os vazios da matriz são então preenchidos por essas misturas. Em poucos segundos, a matriz é retirada e uma camada de pó secante é aplicada. Para absorver a umidade das tintas e garantir que o desenho se mantenha intacto, a placa recebe uma camada de massa de cimento úmido. Logo em seguida, a peça é prensada. A etapa seguinte é a secagem, quando a peça descansa numa prateleira por 24 horas. Dali, ela segue para um tanque de água, onde fica submersa por até quatro horas. Para ficar pronto, o ladrilho ainda tem que passar por um processo de cura, que pode levar até 20 dias.

Utilização:
Antes utilizada em projetos rústicos, ganharam aura de peça retro. Ficam bem quando aplicados em varandas, halls, combinados com madeira ou cimento queimado na sala de estar e até mesmo em cozinhas e passeios (calçadas externas).

Instalação
Tão delicada quanto sua fabricação, a colocação do ladrilho exige cuidado e deve ser feita por profissionais especializados, de preferência indicados pelo fabricante. Antes de assentar as peças, é recomendável impermeabilizar o contrapiso, para evitar que a umidade seja absorvida pela peça, o que provoca manchas. A superfície deve ser lisa e livre de qualquer sujeira, fissura ou trincas.  
Como as peças são artesanais, é comum haver variação de cerca de 1 mm na espessura. Para compensar essa diferença, deve-se aumentar ou diminuir a quantidade de argamassa colante sobre a sua base. Para os pisos claros, a argamassa branca é a mais indicada.
O ideal é assentar 1 m2 por vez, limpando cada unidade com pano úmido. O material dispensa rejunte, graças ao baixíssimo coeficiente de dilatação. Após a colocação das peças e completa secagem do piso, que pode levar até dois dias, são aplicadas três camadas de uma resina acrílica que tem função impermeabilizante. Essa etapa é a mais importante. Como o ladrilho é muito poroso, ele apresenta um alto grau de absorção de qualquer material, seja água ou sujeira.

Manutenção:
A resistência do ladrilho é muito alta. Por isso, ele pode ser lavado normalmente, com água ou detergentes neutro, e até mesmo ser esfregado com vassouras macias. É aconselhável passar um pano úmido com cera incolor a cada 7 ou 15 dias para dar brilho e preservar a resina, que deve ser reaplicada a cada três anos. Sua principal vantagem é poder ser restaurado. Em casos de riscos, pode ser feito um polimento feito com máquinas adequadas. A sujeira pode ser removida com lixamento. E a aplicação de resina reaviva as cores.

Assoalho de madeira

São as tábuas de madeira maciças, que normalmente têm 2 cm de espessura, comprimento entre 2 m e 6 m e largura variável.

Utilização:
É mais usado em ambientes internos e de uso social, como salas e quartos. Mas em casas antigas é comum ver esse tipo de piso em cozinhas.

Instalação:
O contrapiso deve estar plano e bem curado e receber impermeabilização adequada. As réguas, ou tábuas, podem ser parafusadas diretamente no chão, coladas ou assentadas sobre tiras de madeira dispostas em intervalos entre 30 cm e 40 cm. Após ser fixada, a madeira deve ser lixada, calafetada e preparada para receber o acabamento, que pode ser fosco ou brilhante. O acabamento é sempre feito a base de água ou solvente. Muitas empresas vendem as tábuas já revestidas por película de acabamento. É dispensado o uso de lixadeira e a aplicação de resina.

Manutenção:
A melhor maneira de manter as tábuas limpas é varrendo, ou usando aspirador de pó. Lembre-se: a madeira absorve água e incha. Com o tempo, panos úmidos podem deixar o assoalho com aparência desgastada, por isso é bom evitá-los

Tacos

Peças de madeira maciça, resultantes do corte de tábuas de assoalho, costumam ter 2 cm de espessura e dimensões variadas. As peças mais comuns têm 6,7 cm por 35 cm ou 40 cm e 10 cm por 10, 30, 40 ou 50 cm.
Sua principal característica é permitir a composição de desenhos e mosaicos, como o jogo de xadrez, as estrelas e a espinha de peixe. Além de poder ser facilmente restaurado, por meio do lixamento e reaplicação de ceras ou vernizes e também pela reposição de peças perdidas ou danificadas.

Utilização:
Assim como a maioria dos pisos de madeira, ele é perfeito para as áreas internas, sobretudo salas e quartos.    

Instalação:
Os tacos são colocados diretamente sobre o contrapiso, que deve estar seco, nivelado e impermeabilizado. Cada peça é no contrapiso e uma na outra com cola PVA (à base de água) ou com cola Poliuretânica. Depois de assentado todo o piso, é feita a raspagem do excesso de cola e, por fim, a aplicação de resina e verniz (este último é opcional).

Manutenção:
Como toda madeira, o taco absorve água, e por isso não pode ser lavado, nem limpo com pano úmido. Pode-se usar vassoura macia ou aspirador de pó.

Parquê
São peças menores que o taco, normalmente com dimensão entre 2 e 3 cm de largura por 12 de comprimento. Sua paginação é sempre a mesma: cada três peças foram um quadrado e, ao final, o piso fica com aparência de tabuleiro de xadrez.

Utilização:
Assim como a maioria dos pisos de madeira, ele é perfeito para as áreas internas, sobretudo salas e quartos.

Instalação:
As peças são colocadas diretamente sobre o contrapiso, que deve estar seco, nivelado e impermeabilizado. A cola do tipo Poliuretânica é a mais indicada, por que é resistente à água. Depois de assentado todo o piso, é feita a raspagem do excesso de cola, os eventuais espaços entre uma peça e outra são preenchidos por uma mistura à base de cola e serragem. Por fim, é aplicada a resina ou verniz (este último opcional).

Manutenção:
Como toda madeira, o parquê absorve água, e por isso não pode ser lavado, nem limpo com pano úmido. Recomenda-se o uso de vassoura macia ou aspirador de pó.

Carpete de Madeira

São tábuas compostas por lâminas de madeira compensada, com espessura entre 6 e 15 mm, com acabamento feito por uma lâmina de menos de 1 mm, normalmente de madeira natural envernizada.

Utilização:
Assim como a maioria dos pisos de madeira, ele é perfeito para as áreas internas, sobretudo salas e quartos.

Instalação:
É rápida, simples e pode ser feita por qualquer pessoa, desde que o contrapiso esteja nivelado e seco. Sobre ele, é colocada uma manta acrílica, que evitará o contato da base com contrapiso, além de conferir certo isolamento acústico. Cada tábua possui um encaixe do tipo macho-fêmea. Basta encaixar uma peça na outra.

Manutenção
Recomenda-se o uso de vassoura macia para retirar o pó. Pode-se usar pano úmido bem torcido, desde que o piso seja seco em seguido. Além disso, há no mercado produtos especiais para a limpeza desse tipo de piso.


Laminado
São tábuas industriais, compostas por pedaços de madeira de alta densidade prensados, sobre as quais é colocada uma camada de overlay, espécie de filme de celulose que imita a madeira e impermeabiliza, dá brilho e protege o material. Os padrões de acabamento são variados, com uma gama de tons que vai do branco ao mogno.

Ótima opção graças à sua durabilidade e relativo baixo custo, o piso laminado ainda apresenta outro ponto positivo que é a rapidez e limpeza da instalação.

Utilização:
Em ambientes internos e distantes da água, como quartos, salas e escritórios.

Instalação:
As tábuas, ou réguas, possuem sistema de encaixe do tipo macho-fêmea. A instalação pode ser feita por meio desse sistema, ou simplesmente colando uma régua na outra, pelas laterais. Não é necessário pregá-las no contrapiso, mas esse tipo de piso exige a colocação de uma manta de polietileno sobre toda a superfície a ser coberta. Essa manta protege o produto contra a umidade e ainda funciona como isolante acústico.

Manutenção
É bastante simples. Pode-se usar pano úmido bem torcido e até produtos de limpeza à base de amoníaco, desde que diluídos em água. No mercado existem ceras e detergentes específicos para esse tipo de piso.

Mármore
O mais clássico dos revestimentos é também o mais natural deles. Por definição, o mármore é uma rocha metamórfica, formada a partir da exposição do calcário a temperaturas e pressão muito altas. É por isso que as melhores e maiores jazidas estão localizadas em regiões de rocha calcária onde já existiu atividade vulcânica.
Comercialmente, todas as rochas carbonáticas capazes de receber polimento são classificadas como mármore. A variedade de cores e texturas é definida pela composição mineral e química da rocha.

Utilização:
Como revestimento de pisos e paredes em áreas externas e internas, como fachadas, varandas, salas, cozinhas e banheiros. Ou como acabamento em móveis, tampos de mesa.

Instalação
A superfície que vai receber as placas de mármore deve estar nivelada, limpa e impermeabilizada. As placas são assentadas com argamassa colante. Após a secagem, é feito o rejuntamento. O ideal é buscar um rejunte com tonalidade o mais próxima possível da cor da pedra. Por fim, o piso recebe polimento, responsável pelo efeito vitrificado.

Uma dica importante é analisar o desenho e os veios das placas antes da instalação, elaborando assim a composicão mais adequada ao ambiente.

Manutenção
Um pano úmido costuma ser suficiente para a limpeza. Mas em lojas especializadas já podem ser encontrados produtos específicos para mármore.


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12 comentários - Deixe seu comentário também
por Priscila Sousa (não registrado), em 15 de Janeiro de 2010 as 10:47 AM

Olá, como faço para tirar manchas horríveis de rejunte da minha lajota no banheiro?

por Marcia Ferreira Antunes (não registrado), em 26 de Dezembro de 2009 as 7:30 PM

Gostaria de saber como faço para tirar as manchas que ficou no piso depois que o pedreiro passou o rejunte e nao tirou direito gostaria de saber se existe um produto para retirar obrigado

por Maria Tereza (não registrado), em 26 de Novembro de 2009 as 3:09 PM

Estou precisando de uma dica de: Como tirar mancha de clorofina de parquet.

por Anônimo (não registrado), em 24 de Novembro de 2009 as 7:50 AM

Como posso remover do chão envernizado a cera acrílica de anteriores aplicações, antes de aplicar a nova cera

por Marcio (não registrado), em 05 de Novembro de 2009 as 8:26 AM

como tirar manchas de impermeabilizante do carpete de madeira

por patrizia maria antonangeli cozzi (não registrado), em 02 de Outubro de 2009 as 3:24 PM

a/c boa tarde gostaria de saber como posso tirar manchas do carpete de madeira laminado

por patrizia maria antonangeli cozzi (não registrado), em 02 de Outubro de 2009 as 3:24 PM

a/c boa tarde gostaria de saber como posso tirar manchas do carpete de madeira laminado

por maria maffeis (não registrado), em 30 de Agosto de 2009 as 12:44 AM

bom eu sabre sobre piso porcelanatos que mais meu ficou muito machado deije que foi colocado já use um produto especial para porcelanato mais mão ficou bom como posso retira estas machas meu mail maria 752008@hotmail.com eu ficou muito grata a todos vcs meu muito obrigado.

por ALEXANDRA (não registrado), em 10 de Julho de 2009 as 2:34 PM

POR FAVOR,COMO TIRAR AS MARCAS DE SAPATO DO PISO LAMINADO?

por Carolina (não registrado), em 08 de Maio de 2009 as 12:24 PM

Olá !Gostei muito dessas informações, é sempre muito útil na hora de uma reforma num ambiente, e vou deixar pra voces uma dica da loja onde fiz a compra do meu piso laminado, é Analia Franco Decorações, www.afdecor.com.br , eles tem preços excelentes e um ótimo atendimento. Vale a pena conferir.

por Roseli (não registrado), em 25 de Abril de 2009 as 5:22 PM

Oi, Como posso tirar manchas do porcelanato?

por Stela (não registrado), em 06 de Outubro de 2008 as 2:19 PM

Como manter o piso laminado com brilho ,pois estou ousando os diluente em água que encontrei no mercado não estam deixando sem as marcas de sapatos.

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