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Palmtree Island (Oasis) é uma fotomontagem de Haus Rucker Co, Laurids Ortner, Manfred Ortner, Güther Zamp Kelp e Klaus Pinter. A obra é de 1971

Terra de Sonhos

por Fernanda Peruzzo

Não foi só a moda que movimentou Nova York na última semana. O MoMA - Museu de Arte Moderna de lá acaba de incluir uma nova obra ao seu acervo. Trata-se da aquarela Plan of Dreamland, do arquiteto alemão Rem Koolhaas* que você vê na galeria ao lado. E para comemorar a aquisição, o museu inaugurou uma exposição chamada Dreamland: Architectural Experiments since the 1970's (numa tradução livre seria Experimentos Arquitetônicos desde os anos 70).

Ok, legal. Mas o que você, que está aqui no Brasil tem a ver com isso? Bem, há uma relação. 

É que essa exposição levanta um debate um tanto pertinente para essa época do ano.

Porque enquanto o mundo lembra os sete anos do 11 de setembro, a exposição apresenta as visões de futuro que alguns artistas americanos e europeus alimentavam durante os anos 70 e 80.

Não que elas fossem otimistas. Elas previam um mundo esmagado pela tecnologia e sufocado pela poluição de automóveis. Ou ainda tingiam os céus de Nova York de um vermelho ora vivo, escarlate, ora fechado, quase terra, numa tentativa de discutir a desolação, a degradação e o vazio existencial. Mas nem mesmo nesses momentos eles vislumbraram incidentes como os que aconteceram por lá e que marcaram para sempre a história do mundo e que culminaram na nossa realidade. Essa sim, pessimista para parcelas significativas da população mundial.

Vale a reflexão. 

 

 

* Rem Koolhaas é um arquiteto alemão daqueles bem engajados, formado em Londres e que em 1975 fundou com dois sócios o escritório de arquitetura OMA (Office for Metropolitan Architectural) e seu braço ainda mais politicamente correto, o AMO. Esses dois escritórios atuam em mais de 35 países e executam um pouco mais do que simples edificações. A proposta deles é estabelecer e reforçar as ligações entre a sociedade e a arquitetura. Na maioria das vezes, essa ligação tem cunho social, econômico e tecnológico e visa o desenvolvimento das cidades.

 

Em 1978, Koolhaas publicou o manifesto Delirious New York – a Retroactive Manifesto for Manhattan. Em 1995, foi a vez de lançar o livro S, M, L, XL, que aborda o trabalho de seus escritórios e as relações entre arquitetura e sociedade.

 

Koolhaas é também professor da Harvard University, nos Estados Unidos, onde conduz o projeto Project on the City.

 

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